Um chamado real, o #2685787, virou o exemplo de análise de causa raiz em TI que a gente queria ter à mão na próxima reunião com o gestor. Esta é a história do antes e do depois — e do que o Copilot da Service Up enxergou no histórico que ninguém tinha tempo de ler.
⚡ Versão de 30 segundos
- O chamado #2685787 acumulou um histórico longo de interações e um gap de ~29 dias sem resposta efetiva — um cliente desgastado e um encadeamento longo demais para alguém reler à mão.
- O Copilot da Service Up leu todo o encadeamento e gerou um Relatório de Causa-Raiz em PDF com 8 seções: resumo executivo, linha do tempo, análise de gaps, sentimento, status técnico, recomendações, métricas e conclusão.
- O ponto-chave não foi ‘o time falhou’; foi mostrar ONDE a bola parou — a janela de ~29 dias entre uma resposta e a seguinte — com evidência da própria timeline.
- A conversa com o gestor mudou: saiu do ‘me explica de novo o que houve’ para ‘já entendi, e o que a gente muda no processo’.
- A IA não substituiu o analista: acelerou. A IA acelera; o humano decide o que fazer com a evidência.
O antes: um chamado que ninguém queria reabrir
Todo time de suporte tem um chamado assim. O #2685787 era o nosso exemplo. Um histórico longo de interações empilhadas, idas e vindas, anexos, um cliente que começou educado e terminou desgastado. E, no meio do encadeamento, um buraco: quatro semanas — aproximadamente 29 dias — em que a coisa simplesmente ficou parada.
Na reunião com o gestor, a pergunta era sempre a mesma: ‘o que aconteceu nesse chamado?’. A resposta honesta era ‘preciso reler tudo para te dizer com precisão’. Reler tudo significava abrir o histórico inteiro, reconstruir a ordem dos fatos e tentar lembrar de quem dependia o quê. Uma tarde de trabalho para responder a uma pergunta de trinta segundos.
O problema não era falta de competência. Era falta de tempo e de uma visão organizada do que já tinha sido dito. O contexto existia — estava todo lá no Znuny —, só que disperso demais para virar conversa.
- Histórico longo de interações que ninguém releria por vontade própria.
- Um gap de ~29 dias escondido no meio do encadeamento.
- Cliente desgastado e um gestor pedindo uma explicação clara.
- O custo real: o tempo de reler vs. o tempo de decidir.
O gatilho: pedir o relatório de causa-raiz do chamado
Em vez de reabrir o histórico na mão, abrimos o chamado #2685787 e acionamos o Relatório de Causa-Raiz — o módulo de RCA do Copilot da Service Up dentro do próprio Znuny. O motor por trás é o DeepSeek (deepseek-chat); a operação, do ponto de vista do analista, é um clique.
O Copilot leu o encadeamento completo de uma vez — todas as interações, na ordem em que aconteceram — e devolveu um PDF estruturado em oito seções: resumo executivo, linha do tempo, análise de gaps e causa raiz, análise de sentimento, status técnico, recomendações, métricas e conclusão.
O que levaria uma tarde de leitura saiu pronto rapidamente. E, mais importante que a velocidade: saiu organizado. Não era um resumo solto — era um documento que dava para colocar na mesa e discutir.
- Acionado de dentro do Znuny, no próprio chamado, sem trocar de ferramenta.
- Leitura do encadeamento inteiro em uma passada, não interação por interação.
- Saída em PDF com 8 seções padronizadas — o mesmo formato para qualquer chamado.
A operação inteira · painel de causa-raiz
Recriação do painel real (Ferramentas → AI Copilot · Relatório de Causa-Raiz).
O que a IA enxergou: o gap de 29 dias com nome e lugar
A seção que mudou tudo foi a linha do tempo cruzada com a análise de gaps. O Copilot não disse apenas ‘o chamado demorou’. Ele apontou a janela específica: entre uma resposta e a próxima interação efetiva, havia um intervalo de cerca de 29 dias. Com data de início, data de fim e o que estava (e não estava) acontecendo nesse meio.
Esse é o coração de um bom exemplo de análise de causa raiz em TI: não é apontar culpado, é localizar o ponto onde o fluxo parou. A causa raiz proposta pela IA não foi ‘o analista X errou’; foi a evidência objetiva de uma janela de espera não tratada — algo que vira melhoria de processo, não bronca individual.
A análise de sentimento confirmou o que a gente sentia mas não conseguia provar: o tom do cliente azedou ao longo do encadeamento. Agora isso estava escrito, com base no texto real das mensagens, e não na memória de quem atendeu.
- Linha do tempo com o gap de ~29 dias datado e posicionado no encadeamento.
- Causa raiz formulada como problema de fluxo, não como erro pessoal.
- Sentimento do cliente medido a partir do texto real, virando evidência.
- Recomendações práticas para não repetir a janela de silêncio.
O depois: a conversa com o gestor mudou de assunto
Na reunião seguinte, a dinâmica foi outra. Em vez de ‘me explica de novo o que houve no #2685787’, o gestor leu o resumo executivo, olhou a linha do tempo e foi direto ao ponto: ‘entendi o gap, e o que a gente muda para isso não acontecer de novo?’.
Essa é a virada que o estudo de caso quer mostrar. O relatório não economizou só o tempo de reler — ele subiu o nível da conversa. Saímos da arqueologia (‘o que aconteceu?’) para a decisão (‘o que fazemos a respeito?’). A evidência já estava posta; sobrou energia para o que importa.
E vale o lembrete de sempre: a IA não decidiu nada. Ela acelerou a leitura e organizou a evidência. Quem decidiu o ajuste de processo, quem falou com o cliente e quem assumiu a ação foi gente. A IA acelera; o humano decide.
- De ‘me explica o que houve’ para ‘o que a gente muda’.
- O resumo executivo como abertura da reunião, não o chamado cru.
- Decisão de processo tomada por pessoas, com a evidência pronta na mão.
Por que isso escala além de um chamado
O #2685787 é um exemplo, não uma exceção. O mesmo Copilot que gerou esse relatório por chamado também monta o painel agregado: os chamados de um período agrupados por serviço vinculado, cada um com a causa raiz da IA como detalhe. É o pulo do gato para sair do caso isolado e ver o padrão.
Nos últimos 30 dias da operação real, foram 974 chamados, 647 analisados (66% de cobertura) distribuídos em 85 serviços. A cobertura de RCA está em 84% e a de sentimento em 88%. O processamento roda sob demanda (‘Processar agora’) ou em lote pelo console (Maint::AICopilot::RCAScan).
Quando um gap de 29 dias deixa de ser uma surpresa num chamado e vira uma métrica que você acompanha entre serviços, a análise de causa raiz deixa de ser autópsia e começa a virar prevenção.
- Painel agregado: chamados por serviço vinculado + causa raiz da IA.
- 30 dias reais: 974 chamados, 647 analisados, 66% de cobertura, 85 serviços.
- Cobertura RCA 84% e sentimento 88%, com processamento sob demanda ou em lote.
- Do caso isolado ao padrão: causa raiz como sinal de prevenção.
O que aprendemos com o #2685787
A lição não é ‘a IA leu mais rápido’. É que o gargalo de um time de suporte raramente é falta de informação — é falta de tempo para transformar histórico bruto em algo discutível. O contexto do #2685787 sempre esteve no Znuny. Faltava quem o lesse e organizasse antes da reunião.
O Relatório de Causa-Raiz fechou exatamente esse buraco: pegou o que a mão levaria uma tarde e entregou rápido, no formato em que o gestor consegue agir. E fez isso sem tirar a decisão das mãos de quem entende do cliente.
Se você tem um ‘#2685787’ na sua fila — e todo mundo tem —, esse é o tipo de chamado que vira o melhor argumento para mostrar o módulo funcionando de verdade.
- O gargalo é tempo de organizar, não falta de dado.
- RCA transforma histórico bruto em conversa de decisão.
- Todo time tem um chamado-exemplo esperando para virar prova.
🔧 Para os técnicos
Abra só o que te interessa.
Como a IA detecta um gap como o de ~29 dias dentro do encadeamento?
O Copilot lê o encadeamento completo do chamado e reconstrói a linha do tempo das interações. Na seção de análise de gaps e causa raiz, ele mede os intervalos entre interações efetivas e destaca a janela mais relevante — no #2685787, a de cerca de 29 dias entre uma resposta e a próxima. O gap entra no relatório com posicionamento e contexto, não como número solto, e a causa raiz é formulada como problema de fluxo (janela de espera não tratada), não como erro individual.
O que exatamente sai no PDF? São sempre as mesmas seções?
Sim, o Relatório de Causa-Raiz por chamado é padronizado em 8 seções: resumo executivo, linha do tempo, análise de gaps + causa raiz, análise de sentimento, status técnico, recomendações, métricas e conclusão. Esse padrão é o que torna comparáveis dois chamados diferentes e o que permite levar o documento direto para a reunião.
Qual o motor por trás e como o processamento roda em escala?
O motor é o DeepSeek (modelo deepseek-chat). Para um chamado, o relatório é gerado sob demanda no próprio Znuny. Em lote, o processamento roda pelo botão ‘Processar agora’ ou pelo console com bin/znuny.Console.pl Maint::AICopilot::RCAScan. Nos últimos 30 dias reais foram 647 de 974 chamados analisados (66% de cobertura), com cobertura de RCA em 84% e de sentimento em 88%.
E o caso isolado vira visão de operação como?
Pelo painel agregado: os chamados do período são agrupados por serviço vinculado, cada um trazendo a causa raiz da IA como detalhe. Um sinal real do ambiente é que 182 chamados aparecem como ‘No linked service’ e o serviço com maior volume é ‘Consultoria::Dúvida’ (142) — exatamente o tipo de padrão que um único chamado-exemplo, como o #2685787, não revelaria sozinho.
Este módulo é parte do AI Copilot da Service Up
Somos especialistas em ITSM e help desk (parceira Znuny/OTOBO). O AI Copilot já roda no nosso ambiente — e pode rodar no seu.
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