A análise de sentimento no atendimento ao cliente ajuda a enxergar a evolução emocional de cada chamado — de neutro a cobrança e frustração — e o Copilot da Service Up registra esse sentimento dentro do Relatório de Causa-Raiz, dando ao time tempo de agir antes da ruptura.
⚡ Versão de 30 segundos
- O cancelamento raramente é anunciado: costuma ser o fim de uma evolução de tom que começa neutra, vira cobrança e termina em frustração.
- O Copilot da Service Up analisa o sentimento dos chamados dentro do Znuny e rastreia um léxico de 22 termos negativos que indicam fricção no atendimento.
- Em 30 dias, a análise de sentimento cobriu 88% dos 647 chamados processados — a maior cobertura entre os módulos de IA (RCA 84%, FAQ 30%).
- O valor não é só o rótulo “negativo”: é a EVOLUÇÃO. Um chamado cujo tom piora ao longo de dias é um sinal de churn que a média de CSAT no fim do mês não mostra.
- A IA acelera a leitura; quem decide reter o cliente é o humano. O sentimento entra no RCA junto da linha do tempo e dos gaps de atendimento.
O cliente não avisa que vai sair — ele muda o tom
Quase ninguém abre um chamado escrevendo “estou prestes a cancelar”. O que acontece costuma ser mais silencioso: a primeira mensagem é objetiva e neutra (“poderiam verificar o acesso?”). Dias depois vem a cobrança educada (“alguma previsão?”). Depois a cobrança seca (“até quando vou esperar?”). E só então — às vezes nunca dito em voz alta — a frustração que precede a decisão de ir embora.
Essa evolução é o que a análise de sentimento no atendimento ao cliente existe para ajudar a enxergar. Mais do que o rótulo de uma única mensagem, o que importa é a direção. Um chamado que começa neutro e termina frustrado conta uma história que a média de CSAT do fim do mês esconde por completo.
O problema clássico é de escala humana: um analista lê o tom da conversa que está na frente dele, mas ninguém relê centenas de chamados do mês para perceber em quais a temperatura subiu. É justamente esse trabalho de leitura em massa que o Copilot da Service Up assume.
Como o Copilot lê o sentimento dentro do Znuny
A análise de sentimento é um dos motores do AI Copilot da Service Up, módulo que roda dentro do Znuny (a base ITSM/help desk). Para cada chamado, a IA percorre as interações — abertura, respostas do cliente, notas do agente — e avalia o tom da conversa.
O motor por trás é o DeepSeek (modelo deepseek-chat). Além de avaliar o sentimento, ele rastreia um vocabulário de 22 palavras e expressões negativas que funcionam como bandeiras de fricção — repetições, sinais de pressão e indícios de abandono. Termos como “de novo”, “até quando” ou “ninguém me responde” são exemplos do tipo de marcador que costuma indicar que a conversa esquentou (são ilustrações; a lista exata faz parte da configuração do motor).
O resultado não vive isolado num painel separado: o sentimento entra como uma das oito seções do Relatório de Causa-Raiz, lado a lado com a linha do tempo do chamado e a análise de gaps. Assim, quando o tom piora, você vê na mesma tela o que aconteceu naquele intervalo — por exemplo, o gap de cerca de 29 dias detectado no chamado #2685787, em que o silêncio do atendimento ajuda a explicar a virada emocional.
Por dentro · processamento em lote
O scan roda em segundo plano; o botão “Processar agora” dispara os últimos N dias.
Ler a evolução, não o ponto: neutro, cobrança, frustração
A leitura mais útil do sentimento é olhar a evolução, e não uma mensagem isolada. Uma forma prática de organizar essa leitura é pensar em três estágios que o time aprende a reconhecer na conversa — não são rótulos que a ferramenta imprime, mas um jeito de interpretar para onde o tom está indo:
Vale a regra de ouro do produto: a IA acelera, o humano decide. O Copilot não responde ao cliente nem fecha o chamado sozinho — ele entrega a leitura pronta para que o analista ou o gestor ajam com contexto e a tempo.
- Neutro — o estado normal. Linguagem objetiva, pedidos diretos, sem carga emocional. A maioria dos chamados começa e termina aqui, e está tudo bem.
- Cobrança — a inflexão. Aparecem pedidos de previsão, menções a tempo decorrido, perguntas sobre prazo. Ainda não é raiva; é o cliente sinalizando que o relógio dele começou a contar. É AQUI que reter é barato.
- Frustração — o alarme. Repetição (“de novo”, “como já falei”), sensação de abandono (“ninguém me responde”), tom curto. Quando a conversa chega aqui, a janela de retenção já está estreita.
O que a evolução mostra que o CSAT não mostra
Uma nota de satisfação chega tarde e agregada: é uma foto tirada no fim, geralmente respondida por quem já decidiu ficar ou já decidiu sair. A leitura de sentimento ao longo do chamado é o filme — e ele roda enquanto ainda dá para mudar o final.
Em 30 dias, o Copilot processou 647 dos 974 chamados abertos (66% de cobertura geral), e a análise de sentimento alcançou 88% desses processados. É a maior cobertura entre os motores do módulo — à frente da própria causa-raiz (84%) e do FAQ (30%) —, o que faz dela um dos sinais mais densos para priorizar a fila.
Na prática, isso muda a pergunta do gestor. Em vez de “qual foi a nota média?”, passa a ser “em quais chamados o tom está piorando?”. A resposta vira uma lista de risco acionável, não um relatório de autópsia.
Do sinal à ação: onde o sentimento entra no fluxo
O sentimento é processado em lote junto com o restante da análise da IA. O time pode disparar pela interface, no botão “Processar agora”, ou via console com o comando bin/znuny.Console.pl Maint::AICopilot::RCAScan — que pode ser agendado para rodar sobre o histórico de forma recorrente.
Depois de processado, o sentimento aparece de duas formas. Por chamado, dentro do Relatório de Causa-Raiz em PDF, na seção dedicada ao tom da interação. E de forma agregada no painel do período, onde os chamados são agrupados por serviço vinculado — permitindo ver, por exemplo, se a frustração está concentrada num serviço específico em vez de espalhada.
Esse cruzamento é o que transforma sentimento em decisão. Quando a frustração se acumula sempre no mesmo serviço, você não está mais lidando com um cliente irritado isolado — está olhando para um problema estrutural de SLA ou de processo que a causa-raiz vai nomear.
A IA acelera; o humano decide reter
Nada disso substitui o atendente. O ponto da análise de sentimento não é automatizar a empatia — é dar autonomia e tempo ao time. A IA faz o trabalho inviável na mão (reler grandes volumes de chamados sem cansar) e devolve um mapa: aqui o tom virou, aqui o cliente está cobrando, aqui o silêncio durou cerca de 29 dias.
Com esse mapa, o gestor prioriza, o analista entra na conversa certa com o contexto certo, e a retenção acontece antes da frustração — não como reação ao pedido de cancelamento, mas como antecipação ao sinal de tom.
É assim que a Service Up entende a IA no atendimento: um copiloto que ajuda a enxergar a evolução emocional dos seus chamados para que a sua equipe aja enquanto ainda dá tempo de mudar o desfecho.
🔧 Para os técnicos
Abra só o que te interessa.
Como o motor analisa o sentimento de um chamado?
A análise roda dentro do AI Copilot no Znuny, usando o DeepSeek (deepseek-chat). A IA lê as interações do chamado (abertura, respostas do cliente e notas), avalia o tom da conversa e rastreia um léxico de 22 palavras/expressões negativas que sinalizam fricção. O foco não é o rótulo de uma mensagem isolada, mas a evolução do tom ao longo da conversa.
Onde o resultado de sentimento aparece?
Em dois lugares. Por chamado: como uma das 8 seções do Relatório de Causa-Raiz em PDF, ao lado da linha do tempo e da análise de gaps/causa-raiz. Agregado: no painel do período, com os chamados agrupados por serviço vinculado, o que permite ver se a frustração se concentra num serviço específico (ex.: “Consultoria::Dúvida”, o top com 142 chamados).
Como rodo a análise sobre a base?
Pela interface, no botão “Processar agora”, para um processamento sob demanda; ou via console, com bin/znuny.Console.pl Maint::AICopilot::RCAScan, que pode ser agendado para varrer o histórico de forma recorrente. Em 30 dias o Copilot processou 647 de 974 chamados (66% de cobertura geral), com a análise de sentimento atingindo 88% dos processados — a maior cobertura entre os motores (RCA 84%, FAQ 30%).
O sentimento se conecta com SLA e gaps de atendimento?
Sim, e é aí que está o valor. Como o sentimento fica no mesmo relatório que a linha do tempo e os gaps, uma virada de tom pode ser amarrada ao seu provável gatilho — por exemplo, no chamado #2685787 a virada coincide com um gap de atendimento de cerca de 29 dias. Quando a frustração se acumula sempre no mesmo serviço, deixa de ser um cliente irritado isolado e vira um problema estrutural que a causa-raiz nomeia.
Este módulo é parte do AI Copilot da Service Up
Somos especialistas em ITSM e help desk (parceira Znuny/OTOBO). O AI Copilot já roda no nosso ambiente — e pode rodar no seu.
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